Geral
Alguns fatos verdadeiros sobre a AVOCAP
Data:04/02/2010 - 16:58
Cidade:Panambi - RS
Como voluntária da AVOCAP, e 3 vezes presidente, não posso mais me calar, quando escuto piadinhas de mau gosto de pessoas que nunca ajudaram a entidade. Claro que não posso deixar de lembrar as inúmeras pessoas que se solidarizaram conosco.
Sempre trabalhei com muito amor e carinho. Foram várias as noites e incansáveis finais de semana, domingos e feriados, que passei com as crianças na AVOCAP e trabalhando em favor da entidade, tudo com o objetivo de arrecadar verbas e alimentos para a Casa de Passagem.
Quando não tinha alguma atividade, lá ia eu brincar com as crianças, jogar bola, caçador, ou até mesmo fazer teatro com elas. Íamos à sorveteria, ou conseguíamos uma caixa de sorvete e levávamos lá na casa para compartilhar com as crianças.
Muitas e muitas noites fiquei sem dormir, cuidando em minha casa de crianças recém nascidas. Quantas foram as vezes que fui à noite até a AVOCAP, por causa das crianças, levei ao pronto socorro, ao pediatra, levei bebês para fazer teste do pezinho, sendo que nada disso me cansava, fazia com amor e dedicação.
Tinha como meta, duas vezes por semana e nos finais de semana ir até a Casa de Passagem para conversar com as mães sociais, saber como estava o andamento da Casa. Sempre procurei dialogar com as crianças, saber como é que eles estavam, se estavam gostando da Casa, como ia o colégio, o que eles sentiam, como era o relacionamento deles com as tias.
No Dia da Criança, pedi a cada criança escrever uma cartinha e pedir algo que os fizessem felizes. Todos escreveram os seus desejos os quais foram realizados.
Para realizar os sonhos das crianças abrigadas, recorri aos amigos e meus familiares, sempre tive ajuda financeira destes, que nunca se negaram a me ajudar na Casa de Passagem.
Quando assumi pela terceira vez a AVOCAP, foi um pedido de muitos dos voluntários que eu retornasse, pois todos eles conheciam meu trabalho e dedicação.
Assumi em março e nesta data tínhamos em caixa o valor de R$98.000,00, para a construção da cede nova.
Recebemos da subvenção social R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais) e R$ 500,00 na conta da luz. As despesas da Casa de Passagem com as mães sociais, água, luz, alimentação e alguns medicamentos que sempre se fazem necessários varia em torno de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mês. Esta diferença de R$ 3.000,00(três mil reais) nós trabalhávamos todos os finais de semana para efetuar o pagamento em dia.
Nos 8 meses que presidi a AVOCAP tivemos em torno de 12 crianças abrigadas, mas sempre conseguimos dar conta de todos os problemas relacionados com as mesmas.
Com o trabalho e dedicação entreguei o caixa com R$ 81.004,15, mais um carro no valor de R$ 19.000,00, com toda a documentação e seguro em dia, o piso da sala de visita todo reformado, uma maquina de lavar roupa nova, uma sala de jantar nova, uma cama nova, vários outros utensílios que se faziam necessários, uma caixa d’água construída e em funcionamento, alimentos suficientes para alguns meses.
O carro era necessário, não podíamos depender do Conselho Tutelar, que esporadicamente se prontificava a levar os menores, isso após muita insistência de todos nós voluntários. Se o Conselho Tutelar fazia uma corrida, logo faziam um oficio reclamando que tinham que fazer um favor para a AVOCAP.
Nunca conseguimos trabalhar unidos com o Conselho Tutelar de Panambi, não que não tentamos, mas para eles a AVOCAP era onde simplesmente eles depositavam os menores. Nunca iam saber se a AVOCAP necessitava de ajuda, como levar um dos menores ao dentista, médicos, psicólogos, aula de recuperação, aula de natação, laboratório para fazer exames, comprar remédios, buscar alimentos, recolher donativos etc... O Conselho Tutelar simplesmente entrava na Promotoria com queixas e denúncias infundadas, eles nunca se faziam presentes na AVOCAP para saber da real situação.
As mães sociais que lá trabalharam noite e dia recebendo apenas um salário para a jornada, sempre dispuseram 50% do trabalho também como voluntárias.
Merece especial atenção e agradecimento o Conselho Tutelar de Condor, que tem apenas uma criança abrigada na AVOCAP, e sempre que possível passava lá para ver se necessitávamos de algo, se colocava a disposição para levar a menor ao pediatra, ajudava no recolhimento de donativos, sempre preocupados em ajudar a Casa de Passagem.
PORQUE A PROMOTORA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE E A JUIZA DE PANAMBI NÃO CHAMARAM O CONSELHO DE CONDOR PARA SABER COMO AS MÃES SOCIAIS TRATAVAM OS MENORES ABRIGADOS POIS ESTES SEMPRE ESTAVA NA AVOCAP?
DIFERENTE DO CONSELHO DE PANAMBI, QUE NUNCA FOI LÁ SABER COMO AS CRIANÇAS ESTAVAM.
Porque a Promotora e a Juíza antes de dar a liminar não escutaram uma voluntária que lá trabalhou pelo projeto guri todas as tardes, esta pode que o Conselho Tutelar nunca se fez presente na AVOCAP.
Porque a Promotora e Juíza de direito da infância e da Juventude não escutaram a enfermeira e a assistente social da Prefeitura para saber se elas confirmariam e se era verdadeira a afirmação do Conselho Tutelar de Panambi?
Escutaram apenas a mãe social que foi demitida, esta que estava jogando todas as crianças contra as outras duas mães, e contra a diretoria, prometendo para os menores, viagens para salvador. Esta mãe social era a única que reclamava que os menores brigavam e que se revoltavam na AVOCAP, e na hora de depor, na promotoria foi dizer que “ ela nunca teve problema com as crianças” .
Esta mãe social que foi demitida não poderá mais trabalhar na AVOCAP, pois só tumultuou o trabalho, junto com o Conselho.
Também nunca tivemos na AVOCAP uma só visita dos membros do COMDICAP, até porque os projetos e as prestações das contas sempre estava em dia, isso tenho como afirmar.
Antes de fazer as acusações contra membros da diretoria da AVOCAP e contra as mães sociais deveriam ser averiguados todos os fatos acima descritos, e ter dado oportunidade de defesa.
Quero fazer um agradecimentos a nossa comunidade, amigos, familiares, ao Conselho Tutelar de Condor, e principalmente a todos voluntários que para mim são uma família, são amigos verdadeiros, que eu jamais vou esquecer nenhum deles, sempre que deles necessitei estavam ao meu lado, em qualquer hora.
A posição das autoridades de Panambi, que não nos conhecem como seres humanos, como voluntários, e não conhecem o maravilhoso trabalho que sempre fizemos, fez com que mais de 80% dos voluntários da AVOCAP se desligassem do trabalho de voluntariado dizendo “ VOLUNTÁRIO NUNCA MAIS.”
Tenho certeza que cumpri minha missão como voluntária, com muito afinco, carinho e dedicação, trabalhei dada a incapacidade dos governantes, de dar aos menos favorecidos o que de direito a lei lhes confere.
Autoria: Marga Keller