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Policia

Operação Leite Compensado desvenda nova fraude no RS

Data:22/10/2015 - 08:34

Cidade:Regional

O Ministério Público do Estado (MP-RS) deflagrou, na manhã de ontem, mais uma fase da Operação Leite Compensado. Desta vez, os alvos foram as sedes das empresas H2B Laticínios - fabricante do Leite Lactibom -, Laticínios Latte Bios e a Palerme Indústria e Comércio de Produtos de Limpeza. Nos locais, os técnicos recolheram novas provas de adulteração por adição de água, em níveis bastante acima dos permitidos. O objetivo dos criminosos era amenizar o gosto do leite e mascarar o vencimento dos produtos tipo UHT e pasteurizado que seriam distribuídos no mercado. Ao todo, sete pessoas foram presas durante a ação.

Segundo o promotor Mauro Rockenbach, todas as cargas que chegavam na empresa eram aproveitadas, fossem boas ou ruins. As cargas de boa qualidade eram utilizadas na produção de leite cru, encaminhadas para linha de produção e depois remetidas ao mercado. Já o produto em condições deterioradas era levado para queijaria Latte Bios, de Lajeado. "Nesta fase podemos dizer, ironicamente, que estavam adulterando água, colocando leite nela."

Ao longo de todo o dia, 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Venâncio Aires, Lajeado, Mato Leitão, Arroio do Meio, Montenegro e Carlos Barbosa. Em pouco mais de dois anos, já são 10 ações deste tipo para desmantelar esquemas de adulteração nas mais variadas etapas da cadeia de produção de leite gaúcha. Ontem, em paralelo, também ocorreu a segunda edição da chamada Operação Queijo Compensado, com foco nas suspeitas encontradas nos derivados lácteos produzidos por duas queijarias.

No entanto, o principal foco da ofensiva ocorreu com a marca Lactibom. Por meio de ação cautelar ajuizada no Núcleo de Segurança Alimentar, o MP-RS determinou a retirada imediata de produtos em mais de 300 estabelecimentos comerciais do Estado. Na sede da empresa H2B, fabricante do leite Lactibom, no município de Venâncio Aires, das nove amostras coletadas, sete apresentaram excesso de água.

O promotor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho afirma que os resultados foram positivados, inclusive, nas análises realizadas em material coletado em produtos finais, ou seja, aqueles que já estavam embalados e prontos para serem distribuídos ao mercado. De 2014 a 2015, entretanto, já são mais de 15 laudos técnicos da Secretaria Estadual de Agricultura indicando a adição de água nos produtos da Lactibom, em volume muito superior ao tolerado pela legislação. Em uma das amostras, por exemplo, a proporção ficou 32% acima do limite estipulado.
De acordo com o promotor, além de água, o estabelecimento, que foi lacrado no final da tarde de ontem, também adicionava outros tipos de estabilizantes ao produto. Novas análises devem confirmar com exatidão as substancias utilizadas.

A intenção, explica Silva, era mascarar o sabor para revender o produto estragado. De acordo com o promotor, a empresa também não indicava datas e lotes nas embalagem de um litro.

Fonte: J. do Comércio/Rafael Vigna



 

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